12 de ago de 2014

Estrelas tantas


Sonhei um céu de tantas estrelas.
Estrelas tantas que até se abraçavam,
formando um manto branco-prateado;
diamantes reluzentes.

E havia você.
E por haver você é que havia o céu e a claridade das estrelas.
Sorríamos ao firmamento, lado a lado,
como se a realidade fosse o pesadelo e ali é que estivéssemos acordados.

Aproveito o breve momento de alma leve, de trégua, nesta tarde
e convoco palavras para marcharem com doçura.
Todos estão fartos de dias tão escuros,
de dias tão secos.

Dói tocar o dedo de agora, só pele e osso.
Deixou-me o anel, o compromisso.
Parece nu o dedo, e está.
Parece sentir frio, e sente.

Mas há essa lânguida luz da tarde,
A doce menina que, paciente, ouve meu declamar de mais um poema triste,
Um abraço macio e amigo,
E um misterioso perfume de laranjeiras em flor.

A dor adormece por um instante,
exausta de me sentir.
Falo baixo, sei do seu sono leve.
E por uma noite completa, desde o Fim dos Dias, espero adormecer também.

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