A profunda beleza do mundo lembra-me da face de Deus
Quando meus olhos são impuros demais para vê-la diretamente
Há essa mãe que todos os dias passa segurando o filho fortemente para que não caia
Há essa forma como a luz atravessa a copa das árvores pela manhã
Anunciando o fim da escuridão da madrugada e seus pesadelos
E por entre esses
Há o sonho impossível
O olhar
O calor
O toque
O corpo
A alma
As mãos dadas
Há ainda a dor ancestral com suas centenas de significados
Fazendo com que hoje eu sinta
Que foi preciso perder você
Para não me perder depois
E há essa canção
Que é também a voz de Deus
E que nos faz querer dançar
E dançando
Estamos livres.