14 de mar. de 2025

Livres



A profunda beleza do mundo lembra-me da face de Deus 

Quando meus olhos são impuros demais para vê-la diretamente

Há essa mãe que todos os dias passa segurando o filho fortemente para que não caia 

Há essa forma como a luz atravessa a copa das árvores pela manhã

Anunciando o fim da escuridão da madrugada e seus pesadelos 

E por entre esses 

Há o sonho impossível 

O olhar 

O calor 

O toque

O corpo

A alma

As mãos dadas

Há ainda a dor ancestral com suas centenas de significados 

Fazendo com que hoje eu sinta 

Que foi preciso perder você 

Para não me perder depois

E há essa canção 

Que é também a voz de Deus 

E que nos faz querer dançar 

E dançando 

Estamos livres.

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