11 de fev. de 2025

Meu coração ainda bate

 



Versos ancestrais pairam displicentes...

'E havia você...

E por haver você é que havia o céu e a claridade das estrelas. 

Sorríamos ao firmamento, 

Lado a lado, 

Como se a realidade fosse o pesadelo 

E ali é que estivéssemos acordados.'

Nada foi maior desde então

Maior que aquele céu 

Que aquele sonho 

Não que nenhuma outra beleza tenha despontado no mundo

Ainda ontem o coração acelerado 

As pernas bambas 

Doces fragmentos de outras memórias 

E a lembrança da pergunta

"Me diga, você conseguiu amar outra vez?"

Sim, eu disse, é claro 

Mentindo 

Mas também falando a verdade 

Porque amei 

As palavras que não foram contaminadas 

As canções que nunca silenciam 

O jardim da alma que sobrevive à estiagem 

Que não tem previsão de fim

E essa fagulha de fé 

Que quando está prestes a se apagar

Renasce 

Talvez não deslumbrante como uma fênix 

Mas ainda bela

Feito um colibri 

'Meu coração ainda bate...'

Eu deveria ter respondido 

Seria o suficiente 

Porque para algumas questões 

Não existem respostas óbvias 

Meu coração ainda bate...

Por isso ontem doeu 

Por isso hoje eu choro 

Por isso amanhã voltarei a sorrir. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário