Versos ancestrais pairam displicentes...
'E havia você...
E por haver você é que havia o céu e a claridade das estrelas.
Sorríamos ao firmamento,
Lado a lado,
Como se a realidade fosse o pesadelo
E ali é que estivéssemos acordados.'
Nada foi maior desde então
Maior que aquele céu
Que aquele sonho
Não que nenhuma outra beleza tenha despontado no mundo
Ainda ontem o coração acelerado
As pernas bambas
Doces fragmentos de outras memórias
E a lembrança da pergunta
"Me diga, você conseguiu amar outra vez?"
Sim, eu disse, é claro
Mentindo
Mas também falando a verdade
Porque amei
As palavras que não foram contaminadas
As canções que nunca silenciam
O jardim da alma que sobrevive à estiagem
Que não tem previsão de fim
E essa fagulha de fé
Que quando está prestes a se apagar
Renasce
Talvez não deslumbrante como uma fênix
Mas ainda bela
Feito um colibri
'Meu coração ainda bate...'
Eu deveria ter respondido
Seria o suficiente
Porque para algumas questões
Não existem respostas óbvias
Meu coração ainda bate...
Por isso ontem doeu
Por isso hoje eu choro
Por isso amanhã voltarei a sorrir.
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