25 de jan. de 2025

Fio de esperança



 Às vezes após as tempestades 

O ar se preenche de um perfume peculiar 

Igual ao que pairava 

Aos arredores daqueles velhos parques de diversões da infância 

E por um micro espaço de tempo 

Abrem-se as portas e janelas desse quarto sufocante 

Em que a realidade nos aprisiona 

As palavras então deslizam rua abaixo 

Como as águas purificantes 

Palavras não observadas 

Ignoradas 

Mas ainda quase belas 

Como as dos leves dias de outrora 

Sei que como os relâmpagos distantes 

A vida promete estações mais cruéis que esta 

E eu me vejo lá sem outra mão 

Sem outro sorriso

E dói 

Mas hoje há essa atmosfera limpa 

Uma canção bonita sobre saudade

Um último fio de esperança 

Sustentado pelos sonhos infantis 

Que ainda resistem.

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