7 de ago de 2016

Minh'alma


Eis esta alma, Senhor.
Minh’alma.
Que mãos bondosas teriam a misericórdia
De a elas se estenderem?

Que olhos teriam clemência
Ao sondar cada um dos tantos pecados,
Das tantas máculas, dos tantos medos?

Quem seria indulgente em advogar por um ser pífio?
Por um destino adornado de falsas glórias,
De mentirosos amores,
De medos colossais?

Mas mesmo encarando meus demônios nos olhos,
Ouvindo calado suas justas acusações,
Eu volto meu coração à luz celestial.
No âmago, ainda adormece imaculável divindade.

#penumbra

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