7 de dez de 2013

Pequena Tristeza


Ó pequena Tristeza, doce princesa, não se aproxime, não se aproxime tanto de mim.
Deixe-me ver o sol se pondo sem me importar com o local onde ele irá dormir.
Deixe-me caminhar com meus passos leves e lentos pelas avenidas vagas,
sentir o perfume dos jardins simplesinhos, o cheiro da refeição saindo pelas janelas.

Ó pequena Tristeza, velha conhecida, deixe-me de olhos abertos para os ínfimos milagres.
Deixe em paz minha tão bonita Fé no amor.
Deixe reluzir a ínfima claridade do meu espírito pequeno.
Deixe as crianças correrem ao meu redor.

Ó pequena Tristeza, fiel companheira, não faça barulho,
Deixe meu Medo dormir seu sono justo.
Caminhamos tantos anos juntos, 
Em tantos momentos era ele meu único e bom amigo.
Deixe, deixe meu Medo sonhar com a Coragem, seu amor platônico.

Ó pequena Tristeza, bela e fria donzela, sente-se aqui.
Ouça esta canção tão bonita...
Você não é má-vinda, eu até admiro sua beleza, sabe disso.
Já tivemos nossos bons momentos, lembra?

Mas eu peço, de toda alma, pequena Tristeza.
Ouça apenas mais esta canção,
Roube apenas mais este sorriso,
E vá de volta...
Vá de volta para o canto que já herdou em meu coração.

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