22 de fev de 2015

Do outro lado do rio


Há uma luz do outro lado do rio.
Uma luz que sorri, sorri com aquela beleza de flor,
Que na noite é botão, na manhã seguinte, é toda beleza.

E como descrever ao que os exemplos não se equiparam?
Seria o bastante dizer que tal claridade lembra a alvura do luar?
Aquela luz dócil, macia, que não fere os olhos, mas acalenta a alma...

Talvez lembre das estrelas, bilhões de meigas partículas luminosas
Num céu tão enegrecido. 
É uma beleza semelhante...

Tão tolo e falho o pobre homem que te admira.
Dança com tantas palavras, gira e salta com elas,
E tão pouco diz.

Mas em sua defesa, afirmo: ele sente!
E se tudo nele é simples e rústico, seu sentir é nobre;
Nobre e verdadeiro, tal qual o perfume intenso da rosa escarlate.

E o que ele tem além, é um coração forte, capaz até de amar!
Mãos quentes e calmas de Jardineiro, sábias ao lidar com preciosidades.
E a esperança... de que alguém do outro lado do rio também pense em quem cá está. 

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