9 de mai de 2014

Ingrato


O sal das lágrimas e silêncio frio da distância se unem para extirpar todas as luzes.
Está em paz, meu amor?
Que há em teu peito neste instante?

Não me preocupa o gosto de sangue na boca,
Ou o sono estilhaçado por aqueles que me perseguem;
quem são eles?;
Nem os estrondos da madrugada revolta,
Nem esta poesia ruim pra diabo que nem queria nascer,
Preocupa-me apenas teu bem, meu bem.

Mas em dias como este, dias de coração amargo,
É melhor que se faça calmaria.
Melhor que não se pense nos mistérios de Deus,
Melhor que pouco ou nada seja questionado.

Observo as pequenas crueldades com olhar cálido.
Fervem os desejos, fervem os dias, ferve a espera...
E eu apenas observo,
Observo com falsa resignação.
Qualquer movimento desprenderia furacões. 

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