27 de jan de 2017

Canção d'água



Não há saudade nos cantos do mar.
Os tons suaves não ferem...
Eles embalam gentilmente um coração regresso.

Nada a perder em águas frias e profundas;
Teus olhos.
Os pés afundam na areia morna.

No infinito horizonte azul, a tempestade passada.
Rugidos frágeis, distantes.
De que serve tua compaixão, já não me importa.

Corro livre e só por uma orla iluminada agora,
E de tudo que era tanto, nada resta.
A alma flutua.

A Paz, elegante senhora, sorri.
Como uma mãe, acalenta-me em braços perfumados.
Dos olhos, escorrem alívios.

Enfim, livres;
Eu, nós;
De mim.

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